segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Os homossexuais não são mais tão recriminados" diz Daniel Rocha, o Roni de "Avenida Brasil"


 
Visto em A CAPA
 
A gente não vê a hora que o clima esquente entre Roni (Daniel Rocha) e Leandro (Thiago Martins) em Avenida Brasil. Agora que a dupla está morando junto com Suelen (Isis Valverde), Roni tem feito de tudo para agradar o colega.
 
Pelas ruas, Daniel Rocha diz que o povo quer saber sobre a polêmica em torno da sexualidade do personagem. Mas para ele, não há tanta polêmica assim.
 
"Isso é bobagem do ser humano. Os homossexuais têm cada vez mais seu espaço. Não é mais tão recriminado. O futuro do ser humano tem que ser sem preconceito nenhum", disse o ator em entrevista ao site da novela.
 
O futuro de Roni ainda é incerto, mas pelo jeito João Emanuel Carneiro, autor da trama, vai deixar a saída ou não saída do armário do jogador para o final da novela.
 

'Estamos documentando o que sempre existiu', diz tabeliã que uniu três



Visto na Folha 

Só estamos documentando o que sempre existiu. Não estamos inventando nada". É assim que a tabeliã Claudia do Nascimento Domingues descreve o documento lavrado em Tupã, no interior de São Paulo, criando pela primeira vez no Brasil uma união estável "poliafetiva" entre três pessoas.

O trio, formado por um homem e duas mulheres, vive na mesma casa, divide as contas e mantém uma relação de "lealdade e companheirismo" há mais de três anos no Rio de Janeiro.

Amigos em comum com o orientador de doutorado da advogada na USP foram o canal para que os três chegassem até Claudia, que pesquisa o assunto, e formulassem os termos do acordo denominado oficialmente de "escritura pública declaratória de união estável poliafetiva".

"Temos visto, nos últimos anos, uma série de alterações no conceito de família. Na minha visão, essa união poliafetiva não afeta o direito das outras pessoas", disse a tabeliã em entrevista à BBC Brasil.

Segundo a advogada, na prática, o documento deixa claro apenas as vontades das três pessoas, com diversas cláusulas (de pensão, comunhão de bens até planos de saúde e separação), mas caberá a empresas e órgãos públicos aceitarem ou rejeitarem o trio como "unidade familiar", e os tribunais poderão entrar em ação para julgar a validade dos potenciais recursos.

A advogada disse que, apesar das dificuldades e do preconceito que a medida deve encontrar, espera que o caso abra precedentes para várias outros modelos de família, que podem incluir dois homens e uma mulher, três homens, duas mulheres e dois homens. "Há várias possibilidades", disse.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida à BBC Brasil.
BBC Brasil - Como surgiu seu interesse por esse tema?


Claudia do Nascimento Domingues - Minhas pesquisas mostraram a alteração do conceito de família. Para melhor ou para pior, não importa, mas a ideia de família que tínhamos antes não é a única coisa que podemos chamar de família hoje. Em razão do meu trabalho de tabeliã, vejo também o aumento do número de diferentes composições familiares e divórcios.
Você já havia sido procurada por famílias poliafetivas?

Já havia identificado uma incidência desse tipo de família nas minhas pesquisas de doutorado, mas ainda não tinha sido procurada no cartório, até mesmo porque muitas dessas famílias nem sabiam que poderiam tentar buscar seus direitos dessa forma. E foi a partir dos meus estudos que busquei ver como na minha profissão de tabeliã poderia auxiliar essas famílias a escrever juridicamente essa situação que de fato já existia.
Como foi o contato do trio do Rio de Janeiro com você em Tupã?

O contato se deu através do mundo acadêmico. Uma das pessoas tinha amigos em comum com meu orientador de doutorado da USP e me telefonou dizendo que já havia procurado alguns cartórios para preparar este documento e tinha encontrado dificuldades. Mas é importante dizer que não criamos nada novo, eles já viviam assim há mais de três anos, queriam declarar isto e eu me comprometi a redigir uma escritura organizando essas declarações de forma pública.
Se essa família tiver um filho, como funcionaria o registro?

Essas questões terão que ser decididas pela Justiça. Assim também foi com os casais homoafetivos, que tiveram que brigar muito para que dois homens ou duas mulheres conseguissem colocar seus nomes numa certidão de nascimento. Quando procurarem um oficial de registro civil, com o documento trazido pelo médico apenas constando o nome dos pais biológicos, terão o pedido rejeitado. Se eles quiserem, com o auxílio de um advogado, discutir a possibilidade de incluir os três, ou quatro, ou cinco nomes como pais, terão que argumentar que constituem uma família, porque de fato serão pais afetivos da criança, em uma ação judicial. Aí entra o juiz para dizer se reconhece ou não a paternidade e maternidade conjunta. Os filhos foram incluídos no texto não como parte da relação familiar, mas como uma previsão de responsabilidade conjunta.
Caso um recurso de reconhecimento de uma família poliafetiva chegasse ao Supremo, qual seria uma provável decisão?

Na minha experiência, tenho visto que, em casos parecidos, em primeira instância, a solicitação costuma ser negada, e, com recursos subsequentes, chega-se ao Supremo Tribunal Federal, que julgará a ação com um olhar constitucional. Foi o que aconteceu com as famílias homoafetivas. Mas é claro que a corte pode aprovar ou não a ação.
Por que a ideia da família poliafetiva enfrenta preconceito no Brasil?

Na minha opinião, temos aí dois conceitos diferentes: a fidelidade e a lealdade. Acho que os países europeus já compreendem isso melhor do que o Brasil. O conceito que a gente tem na mente brasileira é o da fidelidade, e o conceito que se discute nessas relações múltiplas é o da lealdade. É muito diferente. Você pode ter 30 maridos e ser leal a todos eles, e ter um único e ser desleal. A fidelidade está ligada ao casamento, a um pertencer ao outro. É um modo de ver a vida, claro, mas não é o único. Há múltiplas formas de se relacionar, desde uma paquera, um caso, um namoro até uma união estável deste tipo e um casamento. Países como a Dinamarca, por exemplo, aprovaram a união homossexual 30 anos atrás.
Como funciona este conceito em outros países?

A primeira ideia que vem à cabeça é das famílias patriarcais em alguns países do mundo árabe e da África, com famílias de um homem e muitas mulheres. Os tradicionais haréns, coisas do tipo. Mas há sociedades matriarcais, na região do Himalaia, por exemplo, onde a mulher é que tem diversos maridos, e todos se esforçam para ser o favorito, enquanto na Índia, em muitas famílias, as mulheres brigam para serem a favorita do marido. Não tenho dados oficiais ainda, mas já encontrei a incidência comprovada de famílias poliafetivas em lugares como os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha, além de outros países europeus. Até o momento, no entanto, não identifiquei registros de escrituras públicas semelhantes à lavrada aqui nem na Europa e nem na América Latina, há apenas contratos privados entre os membros dessas famílias.
Seria mais chocante se a família em questão fosse de três ou cinco homens?

Eu acho que seria igual. As pessoas nem estão pensando nisso. Estão focando no fato do terceiro componente, considerado um absurdo. Não importa quem ele seja. É visto como uma falta de respeito aos valores. Imagina quando se fizer uma escritura pública de cinco pessoas. Na minha opinião os críticos querem sexualizar a questão, focalizando em definir quem faz sexo com quem. Por que não podemos começar a discussão com o fato de que essas pessoas pagam contas? Se fossem cinco homens, por exemplo: todos pagam contas? Dividem o financiamento da casa? Vai dar briga se houver uma separação? Então tem que haver regras. Mas vivemos numa sociedade ainda muito preconceituosa, muito limitada.

70 milhões de pessoas no mundo são assexuadas, diz estudo




Visto no Parou Tudo 

Uma pesquisa conduzida pelo professor canadense Anthony Bogaert apontou que 1% da população – ou 70 milhões de pessoas – são assexuadas.

Bogaert analisou dados de um estudo de 1994 que questionou 18 mil britânicos a respeito de sua sexualidade. Um por cento deles concordou com a afirmação “nunca me senti sexualmente atraído por ninguém”.

Os resultados, agora, aparecem no livro “Entendendo a assexualidade”. O professor da Brock University, do Estado canadense de Ontário, diz que os assexuados estão dentro da “quarta sexualidade” (as outras são a hétero, a homo e a bissexualidade).

Produtora pornô gay Bel Ami compra briga com Vaticano e pode exibir cena com Bento XVI



Visto na Revista Lado A

Além de milhões de seguidores, a única coisa que o Vaticano e a produtora gay Bel Ami possuem em comum é a aversão ao uso da camisinha! Mas os dois titãs devem ter um encontro nada pacífico em breve. O próximo título da Bel Ami, produtora de filmes pornôs românticos com jovens ninfentos do leste europeu, deve se chamar “Escândalo no Vaticano” e traz, segundo rumores, cena em que o próprio papa Bento XVI presta bênção a dois atores que fingem ser padres.

Enfrentando a crise mundial e ainda a pirataria, a produtora vem recebendo reclamações de atrasos em suas produções. O escândalo vem favorecer a produtora de George Duroy, pseudônimo também retirado do livro homônimo por um cineasta eslavo. Mas o novo título já é apontado como muitos como um tiro no pé que pode derrubar o império. Isso porque além de desagradar os fãs contra a abordagem do tema religioso e provocação ao Vaticano, com o uso das imagens reais, o não uso delas poderá desagradar os fãs que já gostaram da idéia. Isso sem falar nos processos e opiniões de fornecedores, contratantes e até de políticos, já que isso poderia provocar uma reação exagerada no já conturbado leste europeu e um verdadeiro incidente diplomático.

O filme em questão já teria três cenas gravas e seria lançado ainda no mês de setembro. Em um fórum provado com associados ao site da produtora, onde o filme será lançado, on line, Duroy teria dito que seus atores estavam no Vaticano checando se lá seria mesmo a cidade do pecado.

Um perfil falso no Facebook divulgou uma foto do ator Trevor Yates vestido de padre e fingido se mudar para o Vaticano. Yates é famoso por seu membro de 23 cm e apatite sexual feroz e aparece de batina e em várias fotos supostamente dentro do Vaticano. Há também, segundo rumores confirmados pela própria Bel Ami, uma cena de atores da produtora jogando futebol na praça São Pedro. O filme teria sido baseado na “história real” publicada em 2010 por um tablóide italiano expondo a vida sexual gay e secreta de moradores religiosos ilustres do país da Santa Sé.

Agora resta saber se as imagens feitas no país católico serão usadas.

Veja o perfil nada religioso do ator no site da produtora (proibido para menores de 18 anos): http://www.belamimodels.com/TrevorYates

"Gazeta do Povo publica texto homofóbico de colunista contra adoção por casais homossexuais" Por Allan Johan





Por Allan Johan para a Revista Lado A

“Nada é mais cruel que crianças em bando, especialmente na escola”, inicia o autor do texto “Perversão da Adoção”, Carlos Ramalhete, fundador de "A Hora de São Jerônimo", um apostolado leigo católico, de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. O texto foi publicado no site da Gazeta do Povo, principal veículo impresso do Paraná, nesta quinta-feira. Discordo dele. Nada é mais cruel do que os adultos, principalmente quando munidos da ignorância, ou, pior ainda, quando usam seus conhecimentos, para provocar o dolo. Nada é pior do que a maldade com intenção de machucar. Pior ainda é a maldade disfarçada, aquela que quer se convencer ou convencer o outro de que não há maldade em tal ato. E o texto do Sr. Ramalhete é perverso, é doloso, é de uma homofobia disfarçada tremenda. Utiliza do artifício vil e covarde da dissimulação para defender que seres humanos devem ter menos direitos, colocando suas crenças para justificar que o Estado (mais uma vez o texto é propositalmente dissimulado para não aparecer homofóbico ao atacar diretamente um casal homossexual) não deveria reconhecer dois homens como pais de uma criança adotada, de qual a mãe perdeu o poder pátrio.

Ele diz ainda: “O Estado reconhece a família porque é nela que a vida é gerada. Um homem e uma mulher se unem, geram filhos e os criam, e é do interesse de toda a sociedade que isso funcione bem. Quando falta uma família, o Estado pode entregar a criança a outra família, que a adota como nela houvesse nascido. Conventos, comunidades hippies e uniões de pessoas do mesmo sexo, contudo, podem ser modos de convívio agradáveis para quem neles toma parte, mas certamente não são famílias. Isso é abuso, não adoção”.

Já vimos esse filme: alguns acreditam que uma comunidade que tem menos direitos historicamente deve continuar assim. Uma afronta eles terem o mesmo direito do que “nós”. O Estado deveria defender aqueles que são a base desta sociedade e não os equiparar a “nós”. Eles não são como nós... Sim, eles eram judeus, ou negros, ou mulheres, ou ciganos, ou homossexuais, ou asiáticos, ou de outra religião, ou tantos outros. E todos sabemos o que a história conta. E sabemos que todos os inimigos das liberdades individuais evocam o direito de liberdade de expressão, ou religiosa, para justificarem os seus discursos de ódio. Desesperados, chegam a evocar o direito "da maioria", dizendo que democracia é a imposição do desejo da maioria, conceito altamente deturpado.


O Sr. Carlos Ramalhete conhece o tal garoto ao qual ele se refere em seu texto? Eu o conheço. E o Alyson é um menino maravilhoso de 12 anos, alegre e que ganhou na loteria, ao sair de um orfanato - onde sofria diversas violências - para ter a melhor educação possível. Também conheço seus pais e são pessoas fantásticas. Até mandei mensagem aos pais, Toni e David, pois o menino quer ser de religião africana e os pais querem impor a fé católica. Ora, ao final Sr. Ramalhete, os pais assim como você possuem valores cristãos. Pais são perversos, as crianças não!

E eu também sou cristão e acredito que todos os cristãos do mundo deveriam adotar todas as crianças abandonadas em lares, por pais cristãos ou não, e serem responsáveis por elas. E que todos os heterossexuais que geram tantas crianças abandonadas deveriam arcar com estudos e custos destes pequenos até a maioridade, dando as mesmas oportunidades dadas aos outros. Sabe o que é a coisa mais cruel do mundo, Sr. Ramalhete? É a hipocrisia. Então, o senhor desça do seu pedestal, onde se auto colocou, e vá praticar a caridade, uma vida cristã, o exemplo de Jesus, ao invés de apontar o dedo e querer julgar o que Deus acha melhor ou o que é certo ou errado.

Vivemos em uma sociedade laica, onde todos tem os mesmos direitos, ou ao menos caminhamos para isso. E pela paz e direitos de todos, deve ser assim.

Clique aqui e leia o texto enfadonho publicado pela Gazeta do Povo

"Brasil, olha a tua cara" Por Marta Suplicy




Por Marta Suplicy para a Folha 

Ouço, com espanto, Ana Maria Braga falar que "não importa se a pessoa é solteira, católica, evangélica" numa confusão de situações -casos não muito diferentes dos encontrados na primorosa série de reportagens de "O Globo" sobre o último Censo do IBGE (2010).

Para a população brasileira hoje, as informações e os arranjos familiares são tão diversos que, como dizia um amigo meu, "não há o que não haja". Um homem pode estar casado com outro homem, a mulher solteira pode ser casada há anos e o casal recém-casadinho pode ter vários filhos.

As mulheres já assumem a responsabilidade por 38,7% dos lares (há dez anos, a chefia feminina era em 24,9%).

E o interessante é que elas se colocam como chefes de família não só quando não existe um cônjuge, mas quando ele existe e ela ganha mais ou conduz o negócio familiar. Isso é novo e merece mais atenção.

A diversidade é tal que podemos dizer que o Censo 2010 captou uma gigantesca mudança, que é a ponta de um iceberg de novos arranjos familiares ainda não estudados.

O IBGE não mede casados em casas separadas e filhos que moram, em guarda compartilhada, em duas residências. No entanto já sabemos a existência de 60 mil casais gays formados, em sua maioria, por mulheres (53,8%).

Temos também o surpreendente número de netos morando com avós e a família chamada "mosaico" (a do meu, do seu e dos nossos filhos). Assim como amigos que moram juntos sem laços de parentesco (400 mil) e os "Dinks", sigla em inglês referente à dupla renda e nenhum filho, que somam dois milhões de casais.

Menos filhos, mais independência e renda feminina foram fatores decisivos para essas modalidades que prenunciam um século diferente.

O caldo cultural acumulado na segunda metade do século 20, que permitiu a separação sem marginalização social, a pílula anticoncepcional, o divórcio e o maior acesso ao estudo (na TV, a novela "Gabriela", baseada no livro de Jorge Amado, nos lembra direitinho como era a condição da mulher e sua posição na família), foi motor para o que hoje acontece. E ainda não temos a dimensão da influência da globalização e da internet.

Falou-se que a família ia acabar, tal como os conservadores disseram quando a mulher conquistou o direito ao voto. Entretanto a família se adapta. Ela se renova, mas os laços afetivos continuam preponderantes.

Concluindo, a pesquisa indica que a família tradicional já não é mais maioria no Brasil. Ela corresponde a 49,9%. E agora Congresso? Não dá mais para ignorar o mundo dinâmico no qual vivemos nem permitir que setores conservadores inviabilizem a votação de leis que incorporem o que a sociedade já vive plenamente.

"Após ser barrada em banheiro feminino, transexual é agredida em boate de Corumbá" Por Vitor Angelo



Por Vitor Angelo para o BLOGAY (FOLHA)


A transexual Rafaela Morais, 28, foi agredida com uma lata de cerveja jogada em seu rosto, depois de ser impedida de utilizar o banheiro feminino da casa noturna Studium 1.054, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, na madrugada de sexta para sábado, 26.

Era a terceira vez que ela ia ao banheiro, mas foi impedida de entrar por uma funcionária da boate que exigiu um documento da transexual que provasse que ela era mulher.

Por ironia do destino, Rafaela estava na casa noturna comemorando a decisão de poder trocar seu nome nos documentos e sua nova certidão de nascimento que alterará seu nome masculino pelo feminino, concedido por um juiz em Brasília.

Ela fez um boletim de ocorrência com o acontecido: por ser vítima de preconceito e não ter sido atendida com os primeiros socorros ainda no local. Conforme notifica sua assessoria ao Blogay, Rafaela ficou indignada.

“Nunca sofri uma humilhação tão grande na minha vida e está sendo cada dia mais difícil superar o que passei. A mulher não viu um homem na frente dela e, sim, uma mulher. Além disso, eu já havia usado o banheiro duas vezes, porque pedir meus documentos depois?”, pergunta a transexual.

O advogado criminalista Jairo Lopes ressalta: “Somente quem teria competência para exigir documentos de alguém seria uma autoridade pública ou estabelecimentos privados na comprovação de uma idade mínima para o ingresso em uma casa noturna, por exemplo.”

Lopes diz que no caso de Rafaela poderá haver acusações de danos morais e diversas possibilidades de crimes.

Com a discussão sobre identidade de gênero sendo travada cada vez mais no país, surgem algumas questões a serem solucionadas e repensadas como qual o lugar dos transgêneros em ambientes que existe a divisão de gênero como banheiros, vestiários, saunas.

Recentemente um evento realizado pelo “revista TPM”, em uma casa em São Paulo, deu uma resposta a esta questão ao colocar ao lado do signo que indicava o banheiro feminino, o retrato da(o) cartunista Laerte. Isto é, o banheiro era de todas que se identificassem com o gênero feminino.