quinta-feira, 6 de setembro de 2012

10 argumentos que gostaríamos que os cristãos entendessem sobre a homossexualidade


 
Publicado no Blogay da Folha
Por Vítor Angelo
 
Volta e meia, usam o nome de Jesus e a Bíblia aqui nos comentários do blog para mostrar o lado mais negro, perverso e intolerante da humanidade. Pessoas que falam em nome de Deus (tamanha prepotência) para justificar atitudes e mentalidades satânicas. O discurso deles é uma repetição do que escutam nos cultos e missas de seus superiores. É uma espiritualidade triste que está muito longe das lições de amor do cristianismo, a crença que julgam seguir.
 
Talvez uma atitude para combater as sandices pregadas e destiladas aqui e em diversos lugares só um outro discurso religioso. O reverendo Jim Rigby é pastor da Igreja Presbiteriana de Santo André em Austin, Texas, e um ativista de longa data dos movimentos sociais e de uma maior justiça econômica. Ele defende os direitos dos negros, gays e de diversas minorias.
 
Abaixo  ele escreveu dez argumentos que gostaria que os cristãos entendessem sobre a homossexualidade:
 
 
 

"Os limites da tolerância", por Rogerio Galindo



Publicado na Gazeta do Povo
Artigo de Rogerio Waldrigues Galindo
Indicado por Augusto Martins

Liberdade de expressão. Direito de opinião. Claro que temos todos de defender. Não quero um mundo em que apenas aqueles que pensem como eu possam escrever ou publicar. Isso seria censura. É preciso haver pluralidade, mesmo porque só assim aprendemos algo, só assim o debate avança. Nem por isso aqueles que participam da arena pública estão autorizados a vê-la como uma espécie de vale-tudo. Muito pelo contrário: para sermos ouvidos, temos de ser civilizados.
 
O artigo de Carlos Ramalhete publicado na quinta-feira (leia aqui) sobre a adoção de uma criança por um casal homossexual, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, causou fúria em muita gente (claro, houve também os que o defenderam). Há basicamente dois motivos para a ira, que levou inclusive à criação de protestos na internet (dizem que haverá até uma manifestação, ou algo assim, pedindo que Ramalhete deixe de ser publicado).
 
O primeiro motivo é a opinião propriamente dita. Ramalhete é contra a adoção por homossexuais. Num assunto polêmico, as opiniões contrárias às nossas normalmente nos irritam. E muita gente ficaria brava simplesmente por se ver contrariada. Mas até aí Ramalhete não teria nenhum motivo para se desculpar. Tem o direito à sua opinião, ainda que eu, você ou quem mais for não concordemos com ela.
 
O segundo motivo para a revolta, porém, é de outro tipo. E diz respeito ao tom, ao modo de falar. Diz respeito à grosseria. À falta de respeito com os outros. Diz respeito à intolerância e à falta de civilidade que, já em outras ocasiões, marcou os artigos de Ramalhete.
 
Em vezes anteriores, o colunista já havia destratado qualquer um que fuja à sua visão de mundo. Quem defende direitos de homossexuais está “esgarçando a tolerância” do brasileiro – o que justificaria ataques a gays. Feministas são “gambás”. Agora, aumentando a lista de preconceitos, pais adotivos são pais de mentira. E os gays continuam a ser o alvo preferencial de sua campanha.
 
O problema está aqui. Não está em ele ser contra ou a favor de algo. Mas sim em externar algo muito semelhante ao ódio, escrevendo de uma maneira que perpetua o preconceito. Um preconceito que é responsável pela formação de guetos, pela desgraça de muitos e até por assassinatos. O discurso não é perverso por ser conservador. É perverso por ser preconceituoso.
 
Precisamos de mais tolerância neste mundo. É preciso respeitar os diferentes. É preciso, inclusive, respeitar aqueles que defendem pontos de vista contrários aos nossos. Mas o limite da tolerância, como alguém já disse, é a intolerância. Não podemos ser passivos a ponto de colocar em risco as vidas de pessoas e a nossa própria civilização.
 
Rogerio Waldrigues Galindo é reporter e colunista da editoria de Vida Pública, e blogueiro da Gazeta do Povo.

Nova Zelândia aprova em primeira fase o casamento homossexual


 
Publicado no ParouTudo
Dica de Augusto Martins
 
Com 80 votos contra 40, a lei que regulamenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada na Nova Zelândia.
 
Mas não se animem. Antes de entrar em vigor, a lei ainda passará por uma comissão – durante seis meses – no parlamento do país para ser discutida.
 
Segundo o site britânico “Pink News”, muitos deputados prometeram o seu apoio à somente na primeira leitura da lei. O apoio contínuo dependerá do debate na comissão.
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Uberlândia é a primeira cidade de Minas Gerais em número de candidatos GLBT


 
Publicado no Correio de Uberlândia
Dica de Augusto Martins
 
Uberlândia é a cidade de Minas Gerais com o maior número de candidatos a vereador que declararam pertencer ao grupo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros (LGBTs). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o município tem cinco candidatos que utilizam a causa gay como bandeira nas eleições deste ano. No país, a cidade fica atrás somente de São Paulo, que tem dez candidatos, e de Salvador, com oito integrantes do grupo LGBT que concorrem a uma vaga no Legislativo.
 
Na disputa por uma cadeira na Câmara Municipal de Uberlândia estão os gays Leandro Baronny (PRP) e Marquim do Shama (PC do B), a lésbica Odete Afonso de Castro (PMDB) e as travestis Pamela Volp (PSDB) e professora Sayonara (PSB). Na última eleição, em 2008, somente Odete Afonso havia se candidatado para defender os interesses do movimento LGBT.
 
Em números proporcionais, considerando o dado do Censo 2010 de que Uberlândia tem 70 mil homossexuais e o número de eleitores da cidade, 444.656, o público LGBT votante – estimado 51 mil – poderia eleger três vereadores, caso todos votassem em candidatos LGBT.
 
Para a secretária da Associação Homossexual de Ajuda Mútua (Grupo Shama), Tânia Martins, é importante que a classe tenha consciência do poder de voto. “O aumento no número de candidatos foi expressivo. Os eleitores LGBT precisam se politizar para escolher bons representantes”, afirmou.
 
A união da classe não se aplica na política. Segundo Sayonara Nogueira, os candidatos pertencem a partidos de ideologias distintas, fato que inviabilizou uma aliança entre os cinco para a escolha de um nome que representasse o grupo. “Sou de um partido de esquerda. A Pâmela Volp e o Leandro Baronny, por exemplo, são de direita. Isso motivou a candidatura de cinco pessoas em prol dos interesses de um público comum”, disse a travesti.
 
A maior visibilidade do público LGBT e a necessidade de um representante em processos decisórios são apontadas pelo cientista político João Batista Domingues Filho como alguns dos fatores que explicam o aumento do número de candidatos e um cargo no legislativo. “O público LGBT percebeu que, para ser reconhecido em uma democracia, é preciso ter representação política”, disse.
 
Candidatos falam de suas propostas
 
Nas propostas apresentadas pelos cinco candidatos do grupo LGBT ao cargo de vereador em Uberlândia estão contemplados interesses do público gay e da população em geral.
 
Representante dos professores transexuais de Minas, Sayonara Nogueira afirmou que, além da bandeira GLBT, também vai atuar em prol da rede de educação estadual. “Como profissional da área, conheço as carências do setor”, disse.
 
Precursora do envolvimento GLBT na política, a candidata Odete Afonso, funcionária pública municipal há 29 anos, também concorreu a uma vaga na Câmara em 2000 e em 2008. “Em 2008 fui a única a levantar a bandeira do movimento. Fico feliz por ter plantado uma ideia que está se multiplicando”, afirmou.
 
Estreante no meio político, Leandro Baronny disse que é especulado há quatro eleições, mas somente agora recebeu o convite de um partido menor. “O PRP consegue eleger um vereador com menos votos, cerca de 2,3 mil. Acredito que é mais fácil”, disse.
 
Militante da classe LGBT há 26 anos, a travesti Pamela Volp é candidata a vereadora pela primeira vez. Segundo ela, se houvesse acordo para a escolha de um único candidato, a chance de ter um representante na Câmara Municipal seria maior. “Com um nome o movimento poderia ser mais forte, mas a política também envolve vaidade e ideias divergentes”, afirmou.
 
À frente do Grupo Shama durante vários anos, Marcos André Martins, cujo nome de urna é Marquim do Shama, afirma que somente agora se sente mais maduro para concorrer ao cargo de vereador. “Surgi dentro do movimento LGBT organizado. Pretendo defender causas das pessoas que ficam à margem da sociedade, como negros e portadores de HIV.”
 
Candidaturas em âmbito nacional batem recorde
 
O aumento no número de candidatos a vereador que utilizam a causa LGBT como bandeira também é percebido em âmbito nacional. Segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), neste ano, o total é recorde no Brasil, com 144 concorrentes. Em 2008, a ABGLT registrou 79 candidatos. Para identificar o ideal na campanha, muitos dos LGBTs inseriram o 24 no número da candidatura.
 
Com o objetivo de instruir o grupo e estimular o voto consciente, os homossexuais elaboraram a Cartilha LGBT para as eleições deste ano e a de 2014. Entre as orientações, estão recomendações como “não votar em candidatos de coligações que envolvam partidos que concentram a maioria de deputados homofóbicos”, “desconfiar das legendas com integrantes na Frente Parlamentar Evangélica”, “votar em candidato LGBT ou pró-LGBT”.
 
Principais Propostas
 
Leonardo Baronny (PRP)
Implantar a 1ª Delegacia de Intolerância Homofóbica de Uberlândia
Combater a homofobia
Criar calendário de atividades voltadas ao público LGBT
 
Marquim do Shama (PC do B)
Criar um centro de referência de direitos humanos LGBT
Incluir a Parada Gay no calendário oficial dos eventos de Uberlândia
Criar uma lei municipal que puna cidadãos e empresas por atos discriminatórios por orientação sexual
 
Odete Afonso (PMDB)
Propor legislação que prevê cassação de alvará de estabelecimentos que discriminem público LGBT
Identificação pela identidade de gênero com o nome social
Prevenção da homofobia nas escolas
 
Pâmela Volp (PSDB)
Inclusão social de direitos e garantias específicas do público LGBT
Assistência a grupos em situação de vulnerabilidade
Garantir a utilização do nome social na rede municipal de saúde
 
Professora Sayonara (PSB)
Criação de um centro de referência de diversidade sexual
Política de inclusão das travestis e transexuais nas escolas
Criação de uma carteira de identidade social

Anúncio em jornal gera polêmica ao defender que Pernambuco não quer “homossexualismo”


 
Publicado no Blogay da Folha
Por Vitor Angelo
 
Desde a noite de segunda-feira, 3, as redes sociais estão agitadas com um anúncio publicado no jornal “Folha de Pernambuco” que lista o que o estado nordestino não quer. Entre elas está o “homossexualismo”, palavra pouco usada atualmente por se referir a um período que os gays sofriam tratamentos abusivos por serem considerados doentes por psicólogos e médicos. Hoje, ela é substituída por homossexualidade.
 
O Fórum Pernambucano Permanente Pró Vida (FPPPV) é o responsável pelo anúncio. É um grupo cristão que defende os "bons costumes". Além da homossexualidade, foi listada também a pedofilia, exploração sexual de menores e o turismo sexual, isto é, a mensagem sugere que o amor entre duas pessoas do mesmo sexo é crime para esta entidade.
 
Na manhã desta terça-feira, 4, a palavra Recife permaneceu nos trending topics do Twitter e muito se referia a este assunto. No Facebook, internautas entraram na página da Pró Vida para reclamar da postura da entidade, além de diversos grupos dos direitos humanos e LGBTs colocarem links para denúncia do anúncio na Polícia Federal.
 
Em tempo: Recife tem uma legislação anti-homofobia. A lei Nº 17.025/04 diz: “Art. 2º – Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios aos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta Lei:
 
I – submeter o cidadão homossexual, bissexual ou transgênero a qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;”

Arnold Schwarzenegger revela que seus pais achavam que ele era gay



Visto no Gay 1


Segundo a revista americana OK!, Arnold Schwarzenegger revelou que seus pais achavam que ele era gay, já que ele tinha em seu quarto posters de homens fisioculturistas que o inspiravam.

O ex-governador da Califórnia recorda:

"Minha mãe dizia 'Há algo errado? Meu filho está errado? Todos seus amigos têm mulheres na parede, e ele só tem homens com pequenas cuecas'", diverte-se o ator, lembrando da época em que se preocupava apenas com seu físico.

Ele comenta que seu esforço e dedicação o ajudaram a merecer o título de Mr. Universo.

Stevie Wonder se desculpa após comentar 'sexualidade' de rapper


 
 
Publicado no G1
Dica de Augusto Martins
 
O músico Steve Wonder divulgou um pedido formal de desculpas após fazer comentários sobre a sexualidade do rapper Frank Ocean, que em julho afirmou que seu primeiro amor foi um homem.
 
Em entrevista publicada nesta quinta-feira (30) pelo jornal britânico "The Guardian", Wonder afirmou: "Honestamente, algumas pessoas que se acham gays estão [na verdade] confusas".
 
Diante da repercussão de suas opiniões, ele enviou neste sábado (dia 1º) novas declarações à revista "The Advocate", que reproduziu o texto em seu site: "Lamento que minhas palavras sobre qualquer pessoa que se sinta confusa sobre seu sentimento tenham sido mal entendidas", escreveu. 
 
Na nota enviada à "Advocate", Stevie Wonder observa que mais do que ninguém ele "tem sido defensor da força do amor, tanto na vida quanto na música". "Certamente, amor é amor, entre um homem e uma mulher, uma mulher e um homem, uma mulher e uma mulher e um homem e um homem", acrescenta. "Não tenho dúvida de que este mundo precisa de mais amor, e não ódio, preconceito, fanatismo, e mais união, paz e compreensão mútua."
 
Ele x ela
 
 
No dia 3 de julho, Frank Ocean colocou no Twitter um link para textos seus no site Tumblr em que descreve a descoberta da sua orientação sexual. O rapper, no entanto, não chegou a se declarar gay.
 
O empresário musical Russell Simmons disse que o texto foi corajoso e marcou um "grande dia" para o hip-hop. Ocean já vinha sendo alvo de rumores sobre a sua sexualidade depois de um crítico chamar a atenção para o uso do termo "ele" em vez de "ela" em versos românticos incluídos no seu álbum "Channel Orange", ainda inédito.
 
"Eu tinha 19 anos. Ele também. Passamos aquele verão e o verão seguinte juntos. Quase todos os dias. E nos dias em que estávamos juntos, o tempo voava", escreveu Ocean. "Até que fosse hora de dormir. Muitas vezes eu dormia com ele", completou.
 
O texto chega a descrever a relação como o "primeiro amor" de Ocean, embora ele tenha dito que teve outras relações com mulheres. O músico descreveu como contou seus sentimentos ao rapaz, mas que só anos depois o colega admitiu nutrir sentimentos semelhantes.