segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Lei Maria da Penha faz 6 anos e destaca proteção para lésbicas e mulheres bissexuais


Publicado no Portal Brasil
 
Neste domingo, 26 de agosto, acontece em Brasília a 8ª Ação Lésbica do Distrito Federal com o tema Lei Maria da Penha Para Todas. A iniciativa tem o intuito de divulgar informações sobre a lei - que neste ano comemora seis anos de atuação e ampliar a sua abrangência para todas as mulheres, inclusive para as lésbicas e mulheres bissexuais. 
 
A 8ª Ação Lésbica do DF tem a proposta de compartilhar momentos de intervenção político-social, cultural e de lazer, objetivando informar nossa comunidade e a sociedade de uma forma geral sobre problemas que afetam diretamente a vida de lésbicas e mulheres bissexuais e que podem ser minimizados a partir de uma postura mais flexível e hábil ao diálogo.
 
De modo a marcar o Mês da Visibilidade Lésbica (agosto), diversas atividades foram desenvolvidas entre festas e saraus, venda de camisetas e cine-clube feministas. Agora, todos os esforços voltam-se para a grande ação, a ser realizada no dia 26 de agosto de 2012, com concentração a partir das 11h na no estacionamento das entre quadras 502/503 sul e a caminhada às 16h.
 
Confira AQUI a programação completa da 8ª Ação Lésbica DF.

Candidatos usam '24' para identificar causa gay


 
Publicado no Terra
Por Thaís Sabino
 
O arco-íris vai estar presente como nunca nas eleições deste ano, segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o número de candidatos LGBTs é um recorde no Brasil, com mais de 100 concorrentes em prol do respeito à diversidade sexual. Em 2008, a ABGLT registrou 79 candidatos. Para estampar o propósito carro-chefe das campanhas, muitos dos LGBTs inseriram o 24 no número da candidatura - o 24 identifica o veado no jogo do bicho.
 
Luta contra a homofobia, educação nas escolhas sobre diversidade sexual, incentivo dos LGBTs no mercado de trabalho e criação de centros recreativos para a comunidade estão entre os projetos dos candidatos. De acordo com o membro da ABGLT e candidato a vereador em Curitiba, Márcio Marins (PSB), ter apenas militantes da causa não é o suficiente, por isso, o movimento decidiu entrar na política para tentar eleger representantes. "Nem sempre o aliado está disposto a enfrentar qualquer tipo de barreira, precisamos aprovar esses espaços", justificou.
 
O argumento de Marins faz sentido para o filósofo e autor do livro Consciência e liberdade em Sartre: por uma perspectiva ética, Carlos Eduardo de Moura, que prevê uma luta árdua para obter a inserção social completa dos LGBTs na sociedade. Para Moura, o marco de candidatos alcançado não significa que o povo estará pronto para deixar o preconceito de lado em outubro. "Há uma coragem maior da comunidade LGBT de colocar a cara a tapa. É uma percepção da necessidade de se inserir na sociedade, não mais se esconder. O fato de se impor na sociedade é o primeiro passo para a evolução, mas isso não é para amanhã ou daqui uma semana, vai demorar", disse ele.
 
Satisfeito pela participação política registrada pela ABGLT, o candidato homossexual a vereador Léo Lobato (PT) em Natal disse que o conformismo da população LGBT em buscar articulação política em torno de seus direitos é uma de suas preocupações. "Muitos esquecem que a pouca liberdade conquistada até hoje pelos homossexuais é fruto de disputa politica de décadas", afirmou. Segundo Moura, toda mudança histórica exige conflitos. "As mulheres só ganharam espaço quando se inseriram na sociedade, elas saem de casa, da exclusão, para buscar o seu espaço", comparou.
 
Eleições 2012
 
Para a filósofa e socióloga Rosa Maria Rodrigues de Oliveira, nos últimos anos já ocorreu uma preocupação política com os LGBTs. "A partir das edições do Programa Brasil sem Homofobia, em 2004, quando o Estado efetivamente encampa, pelo número de propostas legislativas, normas federais e jurisprudência dos tribunais que é crescente neste período, bem como há uma diversificação maior do envolvimento nos diversos setores de uma resposta estatal à demandas dos movimentos sociais os temas relacionados às homossexualidades e identidades de gênero", citou.
 
Porém, para Moura o Brasil ainda está em processe de amadurecimento e a diversidade de opiniões sobre votar ou não em um candidato LGBT nessas eleições ainda deve ser grande. "Creio que a massificação e moralismo religiosos escurecem a reflexão em torno do novo", disse ele. "Mas a participação dos candidatos já é um "colocar para pensar". A receita é instalar o conflito do novo, para trazer reflexão", concluiu.

"Dia da Visibilidade Lésbica", por Ivone Pita


 
Visto no PoliticAtiva
 
Somos lésbicas. Somos mulheres que vivem sem homens em um mundo machista e de mentalidade patriarcal. Somos mulheres que subvertem a ordem do sexo frágil, da dependência e da subserviência. Somos mulheres que não seguem o “manual de boas práticas femininas”, que dita modos de vestir, de agir, de falar, de ser e estar no mundo. Somos revolucionárias na acepção própria da palavra: fazemos uma transformação radical na estrutura da sociedade.
 
Estamos onde supostamente mulheres não deveriam estar. É ainda espantoso para muitos, por exemplo, aceitar que duas mulheres possam viver sem um homem. Como vão resolver tarefas cotidianas tidas como masculinas? Não irá lhes faltar força? Jeito? Tino? Há ainda as tentativas de ridicularizar, diminuir e não reconhecer nossa sexualidade. Há uma desqualificação fálica de nosso sexo. Para machistas de carteirinha - e uniforme completo! - lésbicas não trepam de verdade, apenas brincam de se esfregar. Sim, meninas, como se fosse pouco e somente o que fizéssemos. Mas a despeito das agressões e desqualificações, seguimos subvertendo a ordem, desconstruindo certezas e quebrando o que estaria estratificado. Entretanto, sem orgulho, nada disso é possível. Sem orgulho, nos encolhemos, nos escondemos, deixamos a vida passar. Sem orgulho, não nos fazemos visíveis e sem visibilidade é como se não existíssemos. E, assim, nenhuma revolução acontece, nenhuma revolução é possível. Por outro lado, sem visibilidade não promovemos o orgulho. Somente a partir do momento em que nos tornamos visíveis por sermos nós mesmas, é que somos plenamente orgulhosas de sermos quem somos. E para isso é preciso coragem.
 
Vivemos em uma sociedade que insiste em dizer qual é o lugar da mulher, como deve ser sua inserção social e como deve se comportar. Sendo lésbica, melhor nem existir, pois não cabemos nos papéis destinados à mulher. E é assim que cotidianamente a sociedade nos diz que deveríamos nos envergonhar de ser quem somos e esconder nosso amor. É assim que a sociedade insiste em nossa invisibilidade, pois o que não se vê, não existe, não incomoda, não subverte.
 
Quando permanecemos invisíveis, contribuímos com a manutenção da discriminação e da violência, motivos pelos quais muitas mulheres optam por uma vida de anulação e silêncio. Contribuímos com a lesbofobia, pois não dizemos ao mundo que estamos em todos os lugares, em todas as profissões, em todas as famílias, em todos os cargos. Não dizemos que somos mães, filhas, avós, tias, irmãs, empregadas domésticas, médicas, advogadas, professoras e toda sorte de representação e inserção social. Não ajudamos outras mulheres a se revelarem, a se assumirem, a serem plenas. Assinalando nossa existência, derrotamos o medo do desconhecido, a discriminação e o ódio alimentado pela perversidade delirante – e nada inocente - de lésbicas destruidoras de família. Existindo publicamente, abordamos questões que nos são específicas e combatemos o sexismo.A invisibilidade é uma grande violência contra nós lésbicas. Na mídia, por exemplo, o foco são os homossexuais masculinos. A violência homofóbica é tratada como um fenômeno que atinge somente homens.
 
Mas nós mulheres, se não estamos nos jornais como vítimas de violência física especificamente por nossa sexualidade, isso ocorre apenas pela violência do silenciamento: seja pela invisibilidade auto-imposta, por medo, seja pela falta de estatística específica. Aliás, não temos dados específicos de coisa alguma e raros registros de nossa história. E daí a imensa importância do coletivo. Para enfrentar os desafios que nos são apresentados e superar tanta opressão, não há como avançar individualmente, a única forma de alterarmos o ciclo perverso de invisibilidade e descaso é pela união de nossas vozes, de nossa força. A única saída possível é nos organizarmos e lutarmos. E isso depende de cada uma de nós, não de agentes externos. Nós temos direito à existência, a uma vida completa, à cidadania plena, à visibilidade. Podemos e devemos ser felizes. Plenamente felizes.A visibilidade lésbica cotidiana é que derrubará a censura que nos é imposta e o cerceamento de nossos afetos e desejos, portanto, realize algo grandioso: torne-se visível, desafie a opressão e o autoritarismo da normatividade, pois é assim que escreveremos nossa história, uma nova história, e construiremos uma sociedade mais justa, mais solidária, democrática e plural.
 

Ellen Page viverá lésbica em versão dramática do premiado documentário Freeheld


 
Publicado no Pipoca Moderna
 
A atriz Ellen Page (“Para Roma, Com Amor”) vai viver uma lésbica numa versão dramática do premiado documentário “Freeheld”, vencedor do Oscar em 2007. No drama baseado numa história real, ela viverá o papel de Stace Andree, mulher que teve negada a pensão de sua parceira, a detetive da polícia Laurel Hester, vítima de uma doença terminal (foto abaixo). A trama contará a batalha das duas na justiça pela garantia dos benefícios.
 
 
 
Ellen estava ligada ao projeto desde que ele foi anunciado, há quatro anos, e permaneceu ao lado dos produtores agora que eles finalmente conseguiram o financiamento. A Incognito Pictures levantou a verba necessária para a produção, que irá levar às telas um roteiro assinado por Ron Nyswaner, indicado ao Oscar por seu trabalho em “Filadélfia” (1993) – longa que também trata da luta pelos direitos de homossexuais.
 
Originalmente, o drama seria dirigido por Catherine Hardwicke (“Crepusculo” e “A Garota da Capa Vermelha”), que acabou deixando o projeto. Ainda não há previsão para o início das filmagens de “Freeheld”, que ainda precisa encontrar diretor e completar seu elenco.
 
Atualmente, Page está finalizando o drama indie “Touchy Feely” da diretora e atriz Lynn Shelton (“Your Sister’s Sister”).

Igreja Católica ataca casamento gay na Escócia


 
Publicado na Exame
Com informações da EFE
 
Uma carta que crítica duramente os planos do governo da Escócia para legalizar os casamentos homossexuais foi lida nesse domingo (26) em 500 igrejas católicas do país.
 
A Igreja Católica, que se opôs à legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo que o governo nacionalista escocês pretende aprovar este ano, encorajou seus fiéis a 'rebelar-se' contra o que considera uma 'redefinição do casamento'.
 
A carta fala da 'profunda decepção' com os planos do governo e pede aos políticos que 'apoiem o casamento em vez de destruí-lo'.
 
O cardeal O'Brian, máxima autoridade da Igreja Católica na Escócia, que descreveu recentemente o casamento gay como 'uma subversão grotesca de um direito humano universalmente aceito', disse hoje que com esta carta se pretende convencer os políticos que 'redefinir o casamento seria um erro'.
 
No texto se sustenta que 'o ensinamento da Igreja sobre o casamento é inequívoco e único, a união de um homem e uma mulher, e por isso é um erro que os governos, políticos e Parlamentos busquem destruir ou alterar essa realidade'.
 
O governo escocês deve aprovar neste ano uma lei que permitirá a partir de 2015 os casamentos civis entre homossexuais.
 
Os casais do mesmo sexo podem optar atualmente na Escócia pelas uniões civis que oferecem o mesmo tratamento legal que o casamento em termos de heranças, pensões, seguros de vida, manutenção das crianças, direitos de próximos e de imigração.
 

"Vida com dois pais e duas mães"



Visto em O Globo 



IBGE já detectou 60 mil famílias homoafetivas pelo Brasil. A maioria, 53,8%, é formada por mulheres
 Eles somam 60 mil, segundo o Censo 2010 do IBGE. Já oficializadas do ponto de vista legal (ainda falta o casamento), as relações homoafetivas são mais um exemplo dos novos arranjos familiares no Brasil, conforme mostra a série de reportagens “A Nova Família Brasileira”, iniciada ontem no GLOBO. E as mulheres são maioria nesses arranjos, respondem por 53,8% dos lares.


— Há uma subnumeração. As mulheres têm mais facilidade de reportar a condição ao recenseador. Duas mulheres juntas sofrem menos discriminação — afirma Ana Saboia, coordenadora de Indicadores Sociais do IBGE

Um bom exemplo dessa nova realidade é o casal de empresários Mailton Albuquerque, 35 anos, e Wilson Albuquerque, 40, residentes em Recife. No mês de março, eles apresentaram Maria Tereza, a primeira criança com dupla paternidade do país, nascida de barriga de aluguel. Na sua certidão de nascimento não há nome de mãe, só dos pais, que vivem juntos há 15 anos. Afirmam ter certeza que pretendem permanecer assim até o fim da vida. Por isso, decidiram constituir família.
 A menina, hoje com seis meses, é filha biológica de Mailton, que recorreu a uma clínica de inseminação artificial e contou com o óvulo de uma doadora anônima. Uma prima que nunca quis se identificar cedeu o ventre para a gestação. Ambos já têm embriões congelados, caso queiram aumentar a prole. O próximo projeto é um filho biológico de Wilson, que deve ser gerado a partir de outubro. Uma pessoa da família já se prontificou a abrigar o embrião e no momento se submete à bateria de exames necessários ao procedimento.

— Não queremos dar um intervalo muito grande. Vamos criar os filhos juntos e esperamos que seja um anjo como Maria Tereza — diz Wilson, lembrando que pensaram em adoção, mas desistiram diante da burocracia.

Mailton diz que os dois querem que a criança se espelhe na educação e no afeto dos pais, e por esse motivo têm se dedicado muito à menina, ao ponto de levá-la duas vezes por semana à empresa deles em Recife:
— Queremos que nós e não babás sejam sua referência, e que Maria Tereza tenha intimidade com a gente.

Lésbicas, católicas e felizes

O capacho da porta de entrada da família Matos Lima é um arco-íris, numa alusão à bandeira dos movimentos gays. No amplo apartamento da Zona Oeste de São Paulo, minuciosamente decorado, vivem quatro mulheres: as mães Marcela Matos, de 43 anos, e Daya Lima, de 30, profissionais do ramo de comunicação, e as filhas Nina, de 16 anos, e Lisa, que completará dois. Marcela e Daya estão juntas há 10 anos.

Nina foi adotada por Marcela quando tinha dois anos. Daya entrou na vida de ambas no ano em que a garota completara seis anos. A certidão de nascimento de Nina, assim como a de Lisa, leva o sobrenome das duas mães, graças a um processo judicial.

Quase todos os domingos a família vai junta à missa. A experiência que tiveram ao manter Nina em um colégio católico, porém, não foi boa. As mães contam que, quando a filha tinha cerca de 10 anos, a professora pediu que os alunos escrevessem uma redação relatando como eram as suas famílias.

— Todos leram o texto em voz alta na sala. Mas, quando chegou a vez de a Nina ler, a professora não deixou. Foi neste episódio que decidimos trocar de escola — conta Marcela, que agora está feliz pois sua filha estuda em um colégio sem preconceitos, onde as colegas dela curtem a ideia de ter duas mães.

Sete anos depois de morarem juntas, o instinto materno de Daya aflorou e ela decidiu que queria engravidar. Elas tentaram fazer uma inseminação artificial, mas não deu certo. Em seguida, mudaram o método, arriscaram a fertilização in vitro e tiveram sucesso. Diferente do comum, elas não procuravam homens de cabelos lisos e olhos azuis, mas algum com profissão interessante.

— Havia um que era taxista. Eu achei tão romântico e sensível um cara ser taxista, que é uma profissão que não exige formação complexa, e doar o sêmen. Queria esse — diz Daya, mas sem revelar se esse foi o escolhido.

sábado, 25 de agosto de 2012

Carlos Nascimento diz ter sido assaltado por travestis em SP


 
Publicado no G1
 
O jornalista e apresentador do SBT Carlos Nascimento disse nesta quinta-feira (23), em entrevista à rádio Jovem Pan, que foi assaltado por travestis na noite de quarta (22) na Avenida Lineu de Paula Machado, nas imediações do Jockey Club, na Zona Oeste de São Paulo. A Policia Civil informou que, apesar de não ter sido registrada queixa, vai investigar o caso.
 
Na entrevista à rádio, Nascimento disse que a avenida é caminho que ele usa para ir ao trabalho."Quando parei para esperar o tráfego (...), eu confesso não havia fechado as portas do carro, foi de certo modo uma falha minha, mas, de repente, quando olho do lado tem um travesti sentado no lugar do passageiro, querendo fazer um programa e conversando comigo", explicou Nascimento na entrevista.
 
Segundo o jornalista, o travesti queria que ele encostasse o carro, um Jeep Land Rover Defender. "Eu confesso que achei que era uma brincadeira aquilo. Mas aí, foi ficando séria a conversa porque eu disse para ele descer e ele não queria descer", afirmou.
 
Nascimento disse que o travesti se tornou agressivo e se jogou sobre a direção quando o jornalista tentou sair do local. "Eu fui obrigado a parar, e o travesti se tornou muito mais agressivo. Ele tinha não sei se era um punhal, um estilete ou uma faca. Eu sei que ele tirou um objeto e veio em cima de mim e eu dei um soco nele", contou Nascimento na entrevista à rádio Jovem Pan.
 
"Ele recuou e aí ficou aquela confusão. De repente, abriu-se a porta de trás do carro, meu carro tem quatro portas, subiram mais dois. Também armados com faca, estilete, eu não sei o que que era. Aí eu percebi que eu estava sendo assaltado e levaram minha bolsa.”
 
O jornalista conta que parou o carro e foi atrás da bolsa, que diz ter conseguido recuperar com um dos travestis que estava na calçada. "Quando eu fui sair novamente, o mesmo travesti, o primeiro, entrou no carro dizendo que eu o tinha machucado, que ele estava sangrando, e com a faca de novo. Só que eu tive sorte porque eu acelerei e, quando eu acelerei, ele caiu e aí eu fui embora", disse Nascimento à rádio. "Eu fiquei ao mesmo tempo aturdido, surpreso e indignado."
 
O jornalista afirmou que pretende mudar seu caminho por ter medo de ser atacado novamente no trecho. O jornalista disse ter procurado a polícia para alertar sobre o ocorrido. Ao fim da entrevista, ele se disse aliviado com o desfecho do caso. "Você imagina se tivesse havido algo mais grave e eu fosse parar no hospital, na delegacia, o que ia sair hoje no jornal, dizendo 'Carlos Nascimento com três travestis dentro do carro'. Ainda bem que não aconteceu nada", disse.
 
Investigação
 
O delegado Vilson Genestretti, titular do 34º Distrito Policial, na Vila Sônia, Zona Sul de São Paulo, disse nesta quinta-feira (23) que irá investigar o caso. Segundo o delegado, Nascimento não prestou queixa, mas, como roubo é uma "ação pública incondicionada", ele registrou o caso.
 
De acordo com Genestretti, ele soube do ocorrido através da entrevista concedida por Nascimento à rádio Jovem Pan. "Ele [Carlos Nascimento] não veio até a delegacia, mas eu registrei o caso porque esse crime independe da vontade da vítima para que a polícia tome providências”, disse o delegado.
 
"Os investigadores vão tentar contato com o Nascimento para que ele venha até a delegacia prestar depoimento e para que a gente consiga chegar até os criminosos." "Só não ficou claro se foi roubo ou tentativa de roubo”, disse Genestretti. "Vamos esperar pelo depoimento dele para fecharmos isso e tentar capturar os criminosos." A entrevista foi ao ar na manhã desta quinta e, às 11h57, foi publicada no site da Jovem Pan. Procurada pelo G1 no final da tarde, a assessoria do SBT confirmou o crime, mas disse que o jornalista não irá mais se pronunciar sobre o assunto.