sábado, 8 de setembro de 2012

Servidores travestis e transexuais adquirem direito de usar nome social


 
Publicado no G1
 
Os travestis e transexuais que atuam como servidores do Estado da Bahia poderão utilizar o nome social dentro das repatições públicas em que trabalham. A medida foi oficializada a partir da criação de uma portaria, assinada nesta quinta-feira (6) pelos secretários da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, e da Administração, Manoel Vitório.
 
Segundo o secretário Almiro Sena, a medida nasceu de uma demanada dos travestis e transexuais que trabalham no estado. "A partir disso, desenvolvemos estudo para viabilizar a implementação da medida", explica. "Entendemos que todo cidadão transexual ou travesti tem o direito de ser tratado oficialmente pelo Estado e verbalmente pelos colegas com o nome social de cada um", afirma.
 
A Secretaria da Administração da Bahia terá 60 dias para criar o campo destinado ao nome social nos cadastros dos funcionários, após publicação da portaria, que deve ocorrer nos próximos dias. A solicitação deverá ser requirida por escrito pelos servidores, nas diretorias das repartições em que trabalham.
 
A primeira transexual a ocupar um cargo no serviço público do Estado tomou posse no mês de março deste ano. Paullete Furacão é coordenadora do núcleo LGBT da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJDH) da Bahia.
 

"A opressão que mata gays aqui e no Irã", por Daniel Lélis


 
 
Por que? Não há como ver a foto acima e não se perguntar o que leva um ser humano, atropelando qualquer resquício de benevolência, tirar a vida de outro ser humano simplesmente pelo fato de esse outro ser homossexual. Supostamente em defesa de valores um tanto ultrapassados, humilha-se, discrimina-se e mata-se. Dizem que fazem isso abençoados por um deus soberano, senhor da razão e da sabedoria. Quantas lágrimas são necessárias para fazer valer uma ideia, não é mesmo? Se deus existe, estou certo de que ele deve ter vergonha de quem, em seu nome, tira o direito do outro de viver. Mas vamos aos fatos. A imagem é só uma das dezenas que circulam na internet mostrando o fim trágico a que estão sujeitos os iranianos homossexuais. Lá, gays são enforcados em público a fim de que sirvam de exemplo. São os bons costumes daquele país, governado por uma teocracia islâmica.
 
Imagino, com tristeza e vergonha, a cena: o rapaz, na flor da sua juventude, descobrindo-se homossexual. Num belo dia, é pego em flagrante beijando outro homem. Algum tempo depois, os dois estão lá, no alto de guindastes, com cordas em seus pescoços. Sem vida, sem dignidade. Longe, quem sabe, talvez uma mãe chore e lamente o destino doloroso do seu filho. Outros gays, vendo aquilo, talvez se desencorajem de serem quem são e optem por esconder no fundo do armário o sonho de serem felizes.
 
É, amigos, mas se vocês pensam que a opressão é um inimigo distante, está enganado. No Brasil, é claro, não vivemos tempos de opressão como aqueles vividos em terras iranianas. Mas aqui, assim como lá, a homofobia continua matando. São tantos casos, de Norte a Sul, de homossexuais enforcados, esfaqueados, degolados ou que se livram da dor da rejeição optando pelo suicídio. Milhares de brasileiros gays perdem a vida por serem gays. Até ontem era manchete em todos os jornais os ataques sofridos por homossexuais em ambientes públicos. Chegamos ao cúmulo de um pai e um filho serem atacados por que demonstraram afeto um pelo outro.
 
Não faz muito tempo soube de uma história absurda. Um jovem, com pouco mais de 15 anos, foi expulso de casa depois de se assumir gay. Em seu corpo, haviam marcas de facão. O pai dele tentou matá-lo quando soube da orientação sexual do filho. Ou seja, não lhe bastou expulsá-lo do lar, era preciso dá-lhe uma surra. Não acho oportuno nesse texto discutir a necessidade de termos uma lei para criminalizar a homofobia em âmbito nacional. Isso é assunto para outra hora. O que quero é deixar claro para quem lê esse texto que não dá para entender como num país como o Brasil, democrático, laico, republicano, o ódio ainda esteja por trás de tantos crimes.
 
É certo que por conveniência ou puro preconceito, seja difícil reconhecer a sanguinolenta marcha do horror em terras brasileiras. Mas o fato é que provavelmente enquanto você ler esse texto, alguém é ferido, seja verbal, moral ou fisicamente. Temos a opção de nos fazer de cegos, fingindo que os tempos cruéis fazem parte do passado, ignorando os guindastes que foram montados em frente a nossa casa. Ou podemos escolher fazer a diferença, reconhecendo o problema e buscando, apoiando, sugerindo soluções para ele. Quem sabe assim, muitas cordas sejam afrouxadas, permitindo que haja vida e vida em abundância.
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Homens querem ir para motel escondidos, diz modelo transexual


 
Publicado no F5
 
A modelo mineira transexual Carol Marra, 25, posou nua para a "Trip" de setembro e aproveitou para falar de sua sexualidade.
 
"A partir do momento em que os homens sabem que sou transex tudo muda. Mesmo que seja só ali, entre eu e eles, já me tratam como um pedaço de carne, querem ir escondidos pro motel... e isso eu não aceito. Não sou marginal ou um ET. Se não for assim não saio, prefiro ficar sozinha", disse à revista.
 
"Não sou travesti, sou transex. É bem diferente. A travesti aceita seu membro, e o usa na relação. Já a transexual não se conforma com sua genitália, daí a necessidade da cirurgia", diferenciou.
 
"Meus pais percebiam que eu era diferente desde pequena: na rua, perguntavam se eu era menino ou menina. Eu ficava de castigo e nem sabia por quê. Não tinha amigos, tive uma infância e adolescência solitárias. Meus pais imaginavam que eu fosse gay, mas não esperavam que eu fosse transexual."
 
E finalizou que "ninguém precisa gostar de mim, mas respeito é fundamental. Sou um ser humano como outro qualquer, tenho pai e mãe, não sou filha de chocadeira. E não escolhi ser transexual. Eu nasci assim. Posso fazer um homem realizado não somente na cama, mas principalmente fora dela."
 

Comissão internacional condena mortes de transexuais no Brasil


 
Publicado no Terra
 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou na quarta-feira (5) várias mortes violentas de transexuais que aconteceram no Brasil em agosto e fez um apelo para que o governo aumente as investigações sobre os supostos assassinatos. O Brasil deve "abrir linhas de investigação" que determinem se as mortes foram cometidas pela "identidade de gênero ou orientação sexual", ressaltou em comunicado hoje a CIDH.
 
O órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) alertou quanto aos possíveis "altos índices de impunidade" se não houver uma resposta federal efetiva para esses casos.
 
"(Os índices de impunidade) propiciam sua repetição crônica, mergulhando as vítimas e seus familiares no desamparo", acrescentou.
 
A CIDH registrou a morte de sete mulheres - registradas como homens ao nascer - de forma violenta em várias localidades do país durante o mês de agosto.
 
O organismo assegurou que a maioria delas foi encontrada com vários tiros no corpo. A comissão acredita que "existem problemas na investigação dos crimes" e defendeu "a adoção de políticas públicas e reformas necessárias para adequar as leis aos instrumentos interamericanos em matéria de direitos humanos".
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Thammy Gretchen: "acho que eu deveria ter nascido homem



Thammy Gretchen, 30, concedeu longa entrevista à revista Trip e falou abertamente sobre temas polêmicos.

 A filha da "rainha do bumbum" está confirmada no elenco da próxima novela das 21h da TV Globo e contou sobre o novo trabalho de atriz e sua libertação sexual.
"Eu não ia com a minha cara. Olhava uma coisa e me sentia outra. Tanto que eu não conseguia comprar roupa. Minha mãe comprou roupa para mim enquanto eu fui menina. Eu não sabia combinar um brinco com uma pulseira, um sapato com uma saia, sabe?", declarou Thammy.
A garota que tinha tudo para seguir o caminho da mãe famosa abandonou os ensaios sensuais, assumiu a homossexualidade e prepara-se para estrear em Salve Jorge, a próxima novela das 21h da TV Globo.
"Eu tinha 25 anos e fui no ginecologista. Chegou na hora, o médico falou que não dava para fazer o tal exame. E minha mãe, que estava junto, perguntou se eu tinha algum problema. O médico virou pra ela e disse: 'Problema, não. Mas ela ainda é virgem'. Ela não se conformava! 'Pelo menos experimenta pra ver se você gosta!' Acho que foi naquele dia que caiu a ficha dela e que ela entendeu que eu não gostava mesmo de homem", contou Thammy.
A jovem acrescentou: "Se considerar como eu me sinto internamente, acho que eu deveria ter nascido homem. Porque é como se eu não conseguisse pensar como mulher."
A entrevista completa com Thammy Gretchen estará na edição de setembro da revista Trip.

Luana Piovani nega ser homofóbica: 'Dom será um gay incrível, se for'



Luana Piovani se envolveu em um bate-boca com um seguidor de seu Twitter nesta segunda-feira (3). A atriz se desentendeu com um rapaz que disse que ela deveria admitir que não sabe atuar e o chamou de "uma bissona". Na sequência, foi acusada por ele de ser homofóbica, o que negou prontamente.

"Que lindo sua homofobia, cuidado, mundo dá volta e seu filho pode virar uma bissona hein?", respondeu o rapaz. Luana foi rápida. "Mas ele [ Dom] será um gay incrível, se for e não patso como você. O problema não é a opção, é a foto", disse a atriz, que criticou por diversas vezes o visual do rapaz.

Nova biografia de MarilyLivro levanta a hipótese de Marilyn ser lésbica


O livro "Marilyn: The Passion and the Paradox", de Lois Banner, traz revelações sobre a sexualidade da atriz.

"Marilyn: The Passion and the Paradox", de Lois Banner, descreve as dúvidas que a loira tinha sobre sua sexualidade. Um trecho do livro foi publicado no jornal inglês "The Guardian" e reproduzido no site The Huffington Post.

"Ela teve casos com homens muito importantes – o jogador de basebal Joe DiMaggio, o dramaturgo Arthur Miller, o diretor Elia Kazan, o ator Marlon Brando, o cantor Frank Sinatra, os irmãos Kennedy – e ela se casou com DiMaggio e Miller", conta a escritora. "Mesmo assim, ela gostava de mulheres, tinha casos com elas, e tinha medo de que fosse, na verdade, lésbica".

Ela continua: "Como ela podia ser a deusa sexy dos heterossexuais e gostar de mulheres? Como ela podia ter o corpo mais perfeito por fora e, por dentro, ter 'tais imperfeições'? Por que ela não era capaz de gerar uma criança? A Marilyn adulta era assombrada por essas questões", revela Banner.

A biografia da atriz, que morreu em 1962, aos 36 anos, também traz informações mais lisonjeiras sobre ela. A autora conta Marilyn tinha pensamentos feministas e que era mais do que uma "loira burra" ou "objeto sexual", como muitos a rotulavam.

"Ela teve ações que podem ser chamadas de feministas. Sua vida inteira foi um processo de transformação. Ela era um gênio em se recriar e tornou-se uma estrela e uma atriz. Ela fez sua própria produtora, lutou contra os magnatas e falou abertamente que sofreu abuso sexual na infância --um grande e desconhecido ato feminista".

Essa não é a primeira vez que são levantadas hipóteses sobre a sexualidade de Marilyn. Antes da biografia de Banner, já havia rumores de que a estrela de "Quanto Mais Quente Melhor" havia tido encontros sexuais com Joan Crawford, Marlene Dietrich e a preparadora de atores Paula Strasberg.