segunda-feira, 2 de junho de 2014

Gays com filhos assumem ‘papéis cerebrais’ de mãe e pai



Publicado pelo Pheeno

A adoção de uma criança por um casal de homens gays pode gerar adaptações cerebrais em que ambos assumem os papéis de pai e mãe da criança. Esta foi a principal conclusão de um estudo publicado na revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Até então, era sabido que o cérebro de uma mulher passa por “ajustes” com a maternidade. No entanto, a pesquisa foi além e descobriu que as atividades cerebrais de gays que ligam-se a uma criança também sofrem mudanças.

O estudo se propôs a determinar se os cérebros das mães se tornam hiperreativos a “deixas” como o choro da criança após o nascimento, devido a mudanças hormonais ou a própria experiência da maternidade. Cientistas gravaram 89 mães novas e os pais tomando conta de seus bebês em casa. Depois, eles mediram a atividade cerebral dos pais e mães num aparelho de ressonância magnética enquanto eles viam vídeos nos quais suas crianças não apareciam, seguidos dos vídeos gravados em suas casas, com os seus filhos. 

Ao todo, 48 pais gays participaram da pesquisa, e as ondas cerebrais deles responderam de maneira parecida com pais e mães heterossexuais. Seus circuitos emocionais eram ativos como os das mães, e seus circuitos cognitivos eram ativos como os dos pais. Pesquisadores também descobriram que quanto mais tempo um pai gay passa com o seu bebê, melhor a conexão entre as estruturas emocionais e cognitivas do cérebro.

A autora do estudo, Ruth Feldman, professora de psicologia e neurociência da Universidade de Bar-Ilan, em Israel, observou que as mudanças cerebrais nas mulheres ocorrem devido aos hormônios da gravidez e do nascimento. Os cérebros dos homens, que estão sempre interpretando as necessidades das crianças, só demonstram mais atividade emocional quando a mãe não está por perto. Para os pais gays, por outro lado, a estrutura emocional atua como na mãe o tempo todo.

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